Quarta-feira, Maio 30, 2012
Terça-feira, Maio 29, 2012
Campos terá sua Marcha das Vadias
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| Cartaz da edição de Brasília, no último dia 26 |
O termo "Marcha das Vadias", que ainda assusta os menos atentos aos noticiários, teve origem em um caso no Canadá, quando um policial afirmou que as mulheres eram vítimas de ataques sexuais pois se "vestiam como vagabundas".
"As mulheres saíram às ruas com o objetivo de reafirmar a autodeterminação sobre os seus corpos e para combater essa sociedade que as educa para não serem estupradas, porém não ensina a não estuprar. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã", explica texto da organização.
A primeira Marcha no Brasil aconteceu em São Paulo em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez. Mais informações sobre o movimento podem ser obtidas, por exemplo, no blog da marcha mais recente, a de Brasília, aqui.
[Atualizada em 31.05.12 para alteração na data da marcha, remarcada pelos organizadores]
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Vitor Menezes
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Segunda-feira, Maio 28, 2012
Profissionais cobram no Congresso aprovação de lei que federaliza crimes contra jornalistas
Alex Rodrigues / Da Agência Brasil
Profissionais de imprensa pedem que o Congresso Nacional aprove rapidamente a criação de lei que transfere à esfera federal a responsabilidade de apurar os crimes cometidos contra jornalista no exercício da atividade. Atualmente, o chamado deslocamento de competência já ocorre para crimes contra os direitos humanos, instituído pela Emenda Constitucional 45/2004.
Além de pressa na votação do projeto de lei (PL 1078/2011) tratando da apuração federal para crimes contra os jornalistas, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados, representantes da categoria cobram também a reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social.
Para os representantes dos trabalhadores da área, os assassinatos e atentados contra jornalistas, principalmente quando motivados por razões políticas, atentam contra o direito à informação e contra a liberdade de imprensa.
De autoria do deputado federal Protógenes Queiroz (PcdoB-SP), o projeto de lei confere à Polícia Federal a responsabilidade por investigar os crimes contra jornalistas que as autoridades estaduais não conseguirem esclarecer em 90 dias, transferindo também o julgamento para a Justiça Federal.
Por outro lado, o Conselho de Comunicação Social, embora instituído pela Constituição Federal e também previsto na Lei 8.389/1991, está atualmente desativado por falta de nomeação dos integrantes. O colegiado é o órgão auxiliar do Congresso Nacional para assuntos da área.
Em audiência pública realizada hoje (26) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, destacou que a maior parte dos crimes contra profissionais da área tem motivações políticas. Sua opinião corrobora relatório do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgado em abril.
De acordo com dados da Fenaj, de cada dez casos de violência contra jornalistas, seis ocorrem contra os profissionais que cobrem a área política. Somente nos últimos 12 meses, seis foram assassinados, o que coloca o Brasil na incômoda 11ª posição do ranking dos países mais inseguros para a prática da profissão, logo atrás do Paquistão.
O caso mais recente ocorreu em abril, no Maranhão, onde o jornalista Décio Sá foi assassinado com seis tiros. Além de trabalhar na editoria de Política do jornal O Estado do Maranhão, Sá mantinha um blog no qual criticava e denunciava políticos e autoridades maranhenses.
Pouco antes, em fevereiro, em Mato Grosso do Sul, pistoleiros mataram o jornalista Paulo Rocaro. Fundador do site Mercosulnews e editor-chefe do Jornal da Praça, no qual trabalhava há quase 30 anos, Rocaro publicou três livros, entre eles um com denúncias sobre a atuação de grupos de extermínio na fronteira Brasil-Paraguai.
“Nosso pessoal está sendo morto da forma mais bandida, mais covarde [possível]. Estão sendo baleados pelas costas e, na maioria dos casos, isso está ligado à cobertura política que fazem”, declarou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Distrito Federal (DF), Chico Pereira, um dos convidados da audiência pública.
“O cerne desta questão é a falta de justiça. As pessoas se sentem acima da lei e mandam seus recados matando um [profissional de comunicação]. E, se não ficam satisfeitos, matam outro”, disse Joedson Alves da Silva, da União do Jornalista, Profissionais da Comunicação, Cidadãos e Consumidores, para quem os trabalhadores têm que exigir dos empregadores melhores condições de trabalho, incluindo mais segurança.
Ao apoiar a proposta para que os crimes contra jornalistas sejam federalizados, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Lincoln Macário, destacou que a garantia de segurança para os profissionais de comunicação é um tema essencial para o fortalecimento da democracia brasileira.
“A violência contra jornalistas é, talvez, a expressão máxima dos embaraços à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação”, frisou Macário, cobrando do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA) a instalação do Conselho.
“Falta institucionalidade à imprensa e regulamentação do nosso trabalho, como no caso do direito de resposta. O Conselho não vai ser uma panaceia [remédio para todos os males], mas vai contribuir”, argumentou.
Presidente da comissão, o senador Paulo Paim (PT-RS) garantiu que o colegiado irá pedir pressa na discussão do projeto de lei de federalização dos crimes contra jornalista.
“O projeto é positivo. Com a sua aprovação, a investigação destes crimes será feita pela Polícia Federal e poderemos, assim, acelerar a descoberta de quem matou, quem mandou matar, quem torturou, agrediu ou impediu os jornalistas de exercerem sua atividade legítima de informar à população”.
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Confira o que está programado para o III Balada Curta
Os curadores Wellington Cordeiro e Alexandro Florentino definiram a programação do III Balada Curta, que acontece nessa sexta, 1º de junho, às 21h, na sede da AIC. Além das atividades previstas, haverá microfone aberto para todas as manifestações artísticas, dentro do caráter experimental do evento. Confira o que está programado:
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Jornalistas pressionam nesta terça por votação da PEC 33
Da Fenaj
Dirigentes da FENAJ e de Sindicatos de FENAJ concentram-se em Brasília a partir de terça-feira, dia 29,para reivindicar a votação em segundo turno da PEC 033/09 no Senado e para o lançamento, no dia seguinte, da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas. A Federação convocou os sindicatos e a categoria a promoverem atividades de fortalecimento do movimento também nos estados.
Embora a PEC dos Jornalistas conste da pauta do Senado a diversas sessões, o sobrestamento da pauta por medidas provisórias e os trabalhos da CPMI do Cachoeira vêm dificultando a apreciação da matéria. As entidades representativas dos jornalistas cobram das lideranças no Senado o compromisso firmado – e ainda não cumprido – de votação da PEC no início de 2012.
Como a maioria dos Sindicatos já confirmou presença no ato de lançamento da Frente Parlamentar pelo Piso Nacional, na próxima quarta, dia 30, na Câmara dos Deputados, a Executiva da FENAJ convocou os Sindicatos a se fazerem presentes já no dia29, para ampliar as articulações com os senadores. E reforçou o apelo para que prossiga, cotidianamente, a pressão dos apoiadores do movimento junto aos senadores via contatos presenciais, telefônicos e com o envio de e-mails.
Já o lançamento oficial da Frente Parlamentar e da campanha pela aprovação do PL 2.960/2011, de autoria do deputado federal André Moura (PSC/SE), será no dia30 de maio, quarta-feira, às 16h, no Salão Verde da Câmara dos Deputados. As entidades sindicais dos jornalistas foram orientadas a também organizarem atos nos seus Estados, transformando a quarta-feira num dia nacional de mobilização.
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Jornalistas fazem paralisação de 24 horas na Grécia
Renata Giraldi / Da Agência Brasil
A Grécia amanheceu hoje (28) sem noticiários. Em meio à severa crise econômica e política, a Grécia enfrenta uma greve promovida pelos jornalistas de todo país. Por 24 horas, os profissionais de imprensa prometem suspender suas atividades em protesto contra a demissão de cerca de 30% dos jornalistas do país nos últimos meses e exigem melhorias nas condições de trabalho.
A maioria das emissoras de televisão e rádio da Grécia está sem noticiários. A principal agência de notícias do país, a ANA, parou de divulgar reportagens e a maioria dos grandes sites informativos está sem atualização. A paralisação conta com o apoio de todas as entidades sindicais do país.
As entidades sindicais defendem novos acordos coletivos e medidas que protejam os empregos dos profissionais de imprensa. De acordo com dados das entidades, desde 2010 mais de 4 mil profissionais foram demitidos e os que mantiveram seus empregos sofreram cortes até 30% dos salários.
Nos últimos dois anos, três jornais deixaram de circular. Alguns veículos deixaram de ser diários e se tornaram semanais, como o maior jornal de esquerda, To Vima, que agora só sai aos domingos, assim como o Eleftherotypia.
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Jornalista brasileiro detido na Síria já está no Líbano
Carolina Sarres / Da Repórter da Agência Brasil
O jornalista brasileiro que estava detido na Síria desde a semana passada foi liberado pelas autoridades do país e chegou a Beirute, capital do Líbano, na manhã de hoje (28), informou o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty.
De acordo com o órgão, o jornalista da revista IstoÉ Klester Cavalcanti, 42 anos, foi detido pelo governo sírio por não ter se apresentado ao Ministério da Informação, procedimento exigido aos profissionais quando chegam ao país ou quando se deslocam para outras regiões. O Itamaraty informou que Cavalcanti foi preso em um local fora da capital Damasco.
Ele foi liberado pelas autoridades na última sexta-feira (25), mas só pôde sair do país hoje, porque teve de prorrogar o visto de permanência na Síria – que estava vencido – para então poder viajar. Cavalcanti chegou ao Líbano de carro, acompanhado de funcionário do serviço diplomático brasileiro.
O jornalista, que ficou detido durante seis dias, não sofreu maus-tratos ou violência física e passa bem, segundo o Itamaraty. Agora que está em situação regular, pode voltar ao Brasil quando quiser.
Klester Cavalcanti é autor dos livros Viúvas da Terra e O Nome da Morte, pelos quais ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 2005 e 2007.
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Funk do Cachoeira na volta do Rafinha
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Terça-feira, Maio 22, 2012
O talento secreto de Álvaro Marcos
Como uma nova edição do Balada Curta se aproxima (será no dia 1º de junho, na Semana da Imprensa), acho que vale a pena rever a incrível, exuberante e tão exultada atuação do coleguinha Álvaro Marcos na edição passada do Balada, quando contracenou com Aucilene Freitas no casal Krica e Bráulio. Olha isso:
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Quinta-feira, Maio 17, 2012
A obra síntese do governo Rosinha
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| Foto: Gerson Gomes - Divulgação PMCG |
Com a proximidade das eleições municipais, começarão os balanços de governos e os ataques e defesas comuns à disputa iminente. Às vezes por estar muito ocupado, às vezes por estar muito enfadado, tenho comentado pouco aqui no blog questões locais — na verdade, tenho comentado pouco quaisquer questões.
Mas, caminhando hoje pela avenida José Alves de Azevedo, me dei conta do quanto a obra da chamada Beira Valão pode ser tomada como uma espécie de síntese do atual governo municipal, tanto nos seus erros quanto nos seus acertos.
Assim como neste projeto, o governo cuida, em geral, melhor do paisagismo do que das questões estruturantes e de planejamento. As flores e os arcos melhoraram muito o aspecto do canal, mas a água podre continua a correr em seu leito.
Assim como neste projeto, a política para o ciclista é inexistente, e aquela faixa sobre a calçada, que chamaram de ciclovia, revela mais o desleixo com este tipo de transporte do que uma possível preocupação.
Assim como neste projeto, a transparência nos gastos municipais continua a ser um sonho distante, como qualquer cidadão pode conferir em uma visita ao “Portal da Transparência”, com suas enigmáticas rubricas como “Obras e instalações”, ou “Outros serviços de terceiros”.
Assim como neste projeto, a história e a cultura do município não são prioridade do governo. A obra em nada faz referência à importância histórica do local e nem um mísero monumento ou memorial foi previsto pelos arquitetos.
Mas, assim como neste projeto, o pouco que se fez deverá parecer muito aos olhos de uma população que experimentou dias em que mal havia prefeitura para se cobrar algo, tamanho o abandono. Isso será suficiente para reeleger a prefeita com tranquilidade, caso não ocorra alguma daquelas tradicionais intempéries judiciais. Bastará comparar a Beira Valão atual com a Beira Valão dos recentes governos anteriores.
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Sexta-feira, Maio 04, 2012
Assista Programa Observatório da Imprensa sobre o pré-sal e a mídia das regiões do petróleo
O Programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, produziu edição especial, comemorativa dos seus 14 anos, sobre os impactos do pré-sal na imprensa do interior. Foram ouvidos jornalistas, professores e donos de veículos de comunicação em cidades como Campos, Macaé, Vitória e Santos. Confira a íntegra:
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
Bloco 4
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Sexta-feira, Abril 20, 2012
Terça-feira, Abril 17, 2012
Solar da Baronesa passa por reforma, mas...
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Fotos: Vitor Menezes |
Sempre quando esbarro por aí, em outras cidades, com placas de restauração de prédio histórico, duas coisas me espantam: o fato em si (restaurar prédio histórico no Brasil é uma raridade) e os valores (tão modestos para padrões campistas).
Qualquer coisa que custe menos de um milhão, em Campos, deveria até dispensar licitação.
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Segunda-feira, Abril 16, 2012
AIC inscreve chapas até esta terça, 17
Termina amanhã, terça, 17, o prazo para inscrições de chapas para concorrer à diretoria da Associação de Imprensa Campista. Mais informações aqui.
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Domingo, Abril 15, 2012
Qualquer semelhança com o Açú não é mera coincidência
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Sexta-feira, Março 30, 2012
O caso da Escola Base 18 anos depois
O Caso da Escola Base, em São Paulo, é o mais emblemático exemplo de como podem ser graves e irreversíveis os erros da imprensa. Merece sempre ser lembrado para nos mantermos vigilantes em relação aos nossos métodos de apuração e critérios de publicação. Vale a pena ver matéria da TV Brasil, veiculada no Repórter Brasil do dia 29 de março de 2012, sobre a passagem dos 18 anos do episódio.
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Quarta-feira, Março 28, 2012
Edição de março do Boletim Petróleo, Royalties e Região
Os royalties para o futuro
Recursos deveriam ser investidos para construir uma sociedade melhor estruturada para as futuras gerações, avalia pesquisadora. Boletim Petróleo, Royalties & Região entrevista a diretora da Escola de Contas e Gestão do TCE -RJ, Paula Nazareth, que participou recentemente em Campos dos Goytacazes (RJ) de lançamento do livro “Mar de Riquezas, Terra de Contrastes”, publicação que contém artigo de sua co-autoria.
Norte Fluminense: uma região em transformação
Artigo de Elzira Lúcia de Oliveira e Gustavo Henrique Naves Givisiez traz resultados de monitoramento realizado pelo Núcleo de Estudos em Espaço e Demografia da UFF no Norte Fluminense. Primeiros dados acerca do processo migratório mostram grandes demandas em planejamento e gestão do espaço.
Royalties do petróleo e pobreza em Sergipe
Artigo de Gicélia Mendes traz evidências de que rendas do petróleo no estado do Sergipe não têm contribuído para reduzir problemas sociais. Disparidades encontradas na confrontação dos royalties per capita com a situação social revelam necessidade de políticas urgentes e eficazes.
Baixe em PDF aqui.
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Quinta-feira, Março 15, 2012
IGNORADOS
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Sábado, Março 10, 2012
VELHICES: documentário produzido na UFF Campos
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Quinta-feira, Março 08, 2012
Sexta-feira, Março 02, 2012
Entrevista com Simone Pedro sobre os tipos de samba
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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012
Convênio entre Fenorte e Uniflu traz investimento na Uni-TV
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| Almy Júnior e Regina Sardinha, da Fenorte e do Uniflu - Foto: Wellington Cordeiro |
A Fenorte se comprometeu a buscar a melhoria das instalações do estúdio, com aquisição de equipamentos modernos para propiciar uma melhor estrutura de trabalho.
Na próxima semana será realizada uma reunião com o consórcio de instituições de ensino superior que compõem a associação. O objetivo é estudar propostas que visem a reestruturação da Uni-TV, a implantação da Educativa TV e uma maior participação das instituições na produção de programas.
[Com informações da Assessoria do Uniflu]
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Terça-feira, Fevereiro 07, 2012
Filme raro com o Nelson Rodrigues
Vi no blog da Ana Cadenge (aqui) e reproduzo abaixo o filmete raro encontrado pelo historiador Carlos Fico, da UFRJ, com depoimento e cenas do cotidiano do Nelson Rodrigues. Nele, o jornalista e escritor afirma que não fazia questão de ser lembrado depois de morto: "O morto esquecido é o único que descansa em paz".
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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012
Últimas vagas para o curso do Diomarcelo
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| Diomarcelo em autorretrato estilizado - Divulgação |
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"Nós na Rua" inaugura "Cultura sobre rodas" dia 12
| A trupe do "Nós" de SJB. Foto: Silvano Mota/Divulgação |
Moçada da Associação Cultural Teatral “Nós na Rua”, de São João da Barra, está chamando todo povo para a inauguração do projeto “Cultura sobre Rodas”. Será no próximo domingo, 12, às 20h30, na Avenida Joaquim Thomáz de Aquino Filho, em frente à antiga Cadeia Pública e Casa da Câmara. A comédia “Maria Minhoca”, de Maria Clara Machado, será encenada.
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Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012
PEC dos jornalistas deve ser votada em segundo turno ainda em fevereiro
A edição de hoje do Jornal do Senado informa que há acordo de líderes na Casa para que seja votada, ainda em fevereiro, a chamada PEC dos Jornalistas, que restabelece a obrigatoriedade de diploma universitário para o exercício da profissão. A proposta foi aprovada em primeiro turno no ano passado.
Se for aprovado sem alterações, o projeto segue para trâmite na Câmara dos Deputados, e depois será submetido a sanção presidencial.
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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012
Deputado propõe piso nacional de R$ 3.270 para jornalistas
O portal Comunique-se informou aqui (para cadastrados) que o deputado federal Andre Moura (PSC-SE) encaminhou projeto de lei que fixa em R$ 3.270,00 o piso salarial nacional dos jornalistas, para uma jornada semanal de 30 horas, com reajuste anual pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
De acordo com a matéria de Mariana Carvalho, o valor é próximo do que é reivindicado pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), que é de um piso de seis salários mínimos (R$ 3.732,00).
Ouvido pelo portal, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, disse que a proposta é "uma reinvindicação antiga que fazemos e uma ótima iniciativa do deputado. Em São Paulo já ouve uma época em que o piso era de 10 salários mínimos, mas o valor de R$ 3.270 está bom considerando todos os estados brasileiros. Mas isso não deve afetar os jornalistas dos grandes centros".
Segundo levantamento da Fenaj, o maior piso em prática atualmente no País é o de Alagoas, de R$ 2.114,00. O menor é o do Rio Grande do Norte, de R$ 850,00.
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Sexta-feira, Janeiro 06, 2012
Festival de Bandas de Garagem em Campos
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Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
Municípios que são dependentes crônicos dos royalties
Dependência Orçamentária em Municípios Selecionados do Norte Fluminense
Artigo traz dados orçamentários de municípios recebedores de royalties e participações especiais, mostrando elevado grau de dependência. Abundância não representou aumento no investimento e, ao contrário, estimulou gastos com despesas de custeio e demais despesas administrativas.
Pré-sal, royalties e as mudanças na legislação
Artigo traz uma panorâmica sobre a legislação sobre royalties no Brasil e situa a descoberta do petróleo na camada do pré-sal como um momento de movimento intenso pela readequação do marco regulatório da área.
O público e o privado na exploração petrolífera brasileira: o caso da OGX
Artigo apresenta a OGX, empresa do grupo EBX que atua no ramo do petróleo, e o modo como esta se situa em um cenário de transformações na Bacia de Campos. Sobre os impactos locais, autora argumenta que poder público não tem conseguido mediar conflitos e planejar as ações no território.
Clique aqui para baixar a publicação em PDF.
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
Quanto custou a obra do Canal? Jamais saberemos
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Natal In Rock solidário neste domingo no Bar do Ovo
Estão confirmadas apresentações das bandas Versão 4.0 Acústico, Cântarus, Voyager Pop Rock, Acústico Drive Banda e Tubarão Martelo.
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Quarta-feira, Dezembro 14, 2011
Conclusão da votação da PEC dos Jornalistas fica para fevereiro
Da Agência Senado, em 14/12/11
Ficou para fevereiro de 2012 a votação, em segundo turno, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que restabelece a exigência de diploma de curso de nível superior de Comunicação Social para o exercício da função de jornalista.
A PEC dos Jornalistas, como a proposição ficou conhecida, foi aprovada em primeiro turno pelo Senado em 30 de novembro, com 65 votos favoráveis e 7 votos contrários. A votação em segundo turno, no entanto, ficou à espera de um acordo entre as lideranças partidárias, o que só ocorreu esta semana.
A PEC 33/2009 inclui no texto constitucional o artigo 220-A para estabelecer que o exercício da profissão de jornalista é "privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação".
A proposta prevê, no entanto, a possibilidade de atuação da figura do colaborador, sem vínculo empregatício com as empresas, para os não graduados, e também dos que conseguiram o registro profissional sem possuir diploma, antes da edição da lei.
A medida tenta neutralizar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma para jornalistas. Os ministros consideraram que o Decreto-Lei 972 de 1969, que exigia o documento, era incompatível com a Constituição, que garante a liberdade de expressão e de comunicação.
A exigência do diploma, de acordo com esse ponto de vista, seria um resquício da ditadura militar, criada somente para afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime.
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Seminário neste sábado discute impactos do porto do Açu
[Clique na imagem para ampliar o cartaz]
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Terça-feira, Dezembro 06, 2011
Mury abre primeira individual nesta segunda, 12, no Rio
Mury nasceu e mora em São Fidélis. Artista por vocação, desde criança desenhou e pintou, e aos 16 anos começou a fotografar. Em 1997, ingressou na Faculdade de Filosofia de Campos cursando Publicidade e Propaganda, que concluiu em 2001. Lecionou em diversas faculdades entre 2003 e 2006, nos cursos de Comunicação Social e Design Gráfico.
Atuou profissionalmente como diretor de arte em agências de publicidade de 2001 até 2010. Desde então, dedica-se exclusivamente ao trabalho de fotografia, participando de importantes coleções, como as de Gilberto Chateaubriand e Joaquim Paiva.
Leia abaixo texto de Luisa Duarte sobre o trabalho do artista:
Um mundo reinventado
As fotografias de Alexandre Mury, exibidas na Galeria Laura Marsiaj, devem causar reações díspares. Desde a admiração diante do virtuosismo na releitura de obras da história da arte ou de cenas caras a um imaginário coletivo, até uma possível reticência diante do flerte com o kitsch presente em parte do seu trabalho.
Se olharmos para a histórica recente da arte brasileira, aquela tecida desde a passagem dos anos 1950 para os 1960, veremos uma visualidade quase sempre marcada pela sobriedade. A contemporaneidade no Brasil traz o traço moderno de maneira forte e, ao mesmo tempo, raramente sofre a influência da vida solar tropical. Influência esta vista na produção artística de outros países latinos.Desde o concretismo e o neoconcretismo, até o contemporâneo, mesmo em trabalhos que roçam com o barroco, mesmo nesses casos há uma simultaneidade entre excesso e formas limpas que dá ao todo um rosto no qual identificamos a face moderna e sóbria típica dessa produção “brasileira”. Esse rosto não inclui o flerte com o kitsch, a aposta no excesso barroco, a paródia que lida com o humor e a ironia induzindo quem vê a rever o sentido daquilo que já viu. Todos estes aspectos inclusos no trabalho de Mury.
Assim, ultrapassar esse vício do olhar próprio de quem cresceu com uma visualidade “local” seria um primeiro passo para entrar no universo operado por essa poética. Comecemos do início. No caso de Mury é importante contar um pouco de sua biografia para entendermos melhor a sua obra.
O artista mora até hoje na cidade onde nasceu, São Fidélis, interior do Rio de Janeiro. Esse contexto é fundamental para entender o percurso que leva às imagens que vemos hoje. Sem acesso direto às obras de arte – uma dificuldade no Brasil mesmo para quem vive em capitais – a Internet e os livros foram a sua ponte com o mundo da arte.Numa relação voraz com a rede, o artista já era interessado em fotografia quando se interessou pelo fenômeno dosfotologs (álbuns onde as pessoas publicavam fotos de suas vidas cotidianas). Um aplicativo de meados dos anos 2000 que hoje parece fazer parte da pré-história da Internet. Seis anos para um engenheiro da Google são milênios; para um historiador, um fiapo na linha do tempo.
Intrigado com aquele exercício narcísico das pessoas que exibiam a si mesmas diariamente via rede, Mury, em um ato permeado por certo sarcasmo, passou a fazê-lo também. Mas no seu caso a operação já começava mais complexa. Sempre se tratava de se mostrar travestido de um outro. Sempre ele, mas sempre diferente.
Seu conhecimento da história da arte através de museus virtuais e livros se somou as habilidades para marcenaria, costura, figurino, maquiagem. Saberes próximos da arte teatral, camada presente em sua obra. Assim, o artista passou a se apropriar de obras de arte – desde um Picasso à uma Cindy Sherman– e a reconstruir, ele mesmo, toda a “cena” original. Note-se que sempre existe a imagem do corpo humano nos trabalhos. Essa presença é fundamental em uma obra que abriga fundamentos da performance, do teatro e do cinema, bem como é atravessada por um ar que parece transpirar sexualidade. Mury sempre teve um olho na Internet e um outro nos livros de Georges Bataille e nos estudos de Michel Foucault.
***
Esse prelúdio é importante porque sinaliza para parte da gênese do trabalho. Se as obras de arte estabelecem uma relação canônica que engendra respeito e distância, Mury estabelece uma conversa que nos aproxima do “original” através de releituras paródicas.Se toda a sua obra, até o momento, ganha corpo através da fotografia, a mesma, entretanto, é extremamente devedora da pintura. Notemos a construção, sempre muito rica em detalhes, de cada uma de suas imagens. As lições clássicas de composição, luz e sombra, cor, estrutura do quadro, caras à pintura, estão presente ali.
Umas das características que doam uma singularidade toda especial para este trabalho é o fato deste ser ao mesmo tempo virtuoso e precário. Não se trata de releituras feitas de maneira impecável, de maneira a transpirar um ar de mundo irreal típico da publicidade. Não é este o caso. A necessidade de realizar o trabalho com o que tinha à mão, com poucos recursos, potencializa sua face extremamente inventiva. Fazendo com que a obra “aconteça” de maneira forte, tendo o mínimo ao seu dispor.
Vejamos o caso no qual não é um trabalho de arte que está sendo relido, mas uma foto do cacique Juruna, deputado federal nos anos 1980. Lá está o indefectível gravador com o qual o cacique sempre estava acompanhado, e o índice de Brasília, seu local de trabalho. O congresso é reproduzido por Mury de maneira simples, mas aguda e bem humorada. Dois potes brancos, um virado para cima, outro para baixo, dois livros no meio, somente com a lombada aparecendo, e pronto. Basta isso para que a associação com a obra de Oscar Niemeyer seja feita.
Em um outro trabalho, “Abaporu”, o artista “refaz” a obra mais conhecida de Tarsila do Amaral fazendo uso de quase nada além de seu corpo. Sentado sobre o chão, um cacto ao fundo do lado direito, e a escolha certa da hora do por do sol para fazer o clique – basta isso para que tenhamos um “Abaporu” reinterpretado, despido da distância, à nossa frente.Se no caso do trabalho de Tarsila temos a “cena” inteira desvelada, em uma outra, “Estudo para Seurat”, seu quadro "Standing Model, Study for 'Les Poseuses” é traduzido de maneira econômica. Deixando de lado uma série de detalhes do trabalho “real”, o artista potencializa o que talvez seja o aspecto mais conhecido da obra do pintor, o uso da técnica do pontilhismo. Mury surge então nu, sobre um fundo esverdeado, sob uma “chuva” de confetes de diversas cores. Impressiona a capacidade de trazer à memória o cerne da obra de Seurat com tão pouco, de maneira ao mesmo tempo lúdica, enxuta e rica em potência visual para a imaginação.
***
Francis Bacon, Cindy Sherman, Marcel Duchamp, Quentin Massys, Picasso, e tantos outros. Da arte contemporânea ao renascimento, passando pela antiguidade, indo ao moderno, um estudo não linear da história da arte é realizado nas obras de Mury. Obviamente aquele que conhece o trabalho “original” poderá desfrutar de mais camadas de sentido. Mas não é necessário conhecer tudo para desfrutar dessa obra que, em essência, é extremamente contemporânea.
Quando relê uma Cindy Sherman, o artista está “refazendo” um trabalho daquele que é o nome mais conhecido na arte contemporânea por investigar em sua obra a idéia de simulacro. Diversas camadas do “real” forjadas na contemporaneidade fazem dessa idéia um ponto central para o entendimento da nossa relação com a realidade na época “pós-moderna”. Vivemos em um mundo no qual as reproduções, as cópias, surgem tantas vezes mais “reais” que o original, o primeiro, estes tantas vezes já perdidos ou mesmo esquecidos. Assim, ao mesmo tempo em que trabalha com a idéia de cópia, de diluição da autoria, de representação, interpretação, fantasia, de simulacro por fim, Mury opera também e fortemente com o registro da memória.No mesmo lance em que somos postos diante de um nova imagem, nunca antes existente, e, quem sabe, diante de um novo significado para uma obra de arte ou imagem, somos remetidos àquela primeira, que deu origem à esta que hoje vemos. Nessa passagem, nessa intervenção, nessa tarefa de tradução, sobrevém a poética desse trabalho.
A reinvenção operada por essas fotografias convoca a memória e deflagra um olhar crítico, interpretativo. Se toda a obra de Mury é uma constante reinvenção do mundo, a cada visada para os seus trabalhos temos a chance de reinventar o nosso próprio olhar para um universo que parecia estanque, dado, catalogado, já visto e estabelecido.
Seja para rever aquilo que já conhecemos sob um novo ângulo, seja para passar a conhecer o que até então desconhecíamos, o mundo recriado por Alexandre Mury nos recorda que toda criação é algo que sempre solicita a tarefa da interpretação, ou seja, olhar a sua obra não deixa de ser a chance de cada um de nós também recriarmos o mundo em que vivemos, com o qual lidamos, à nossa maneira. Isso significa, ao fim e ao cabo, um índice de uma possível liberdade.
Luisa Duarte, novembro 2011.
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
Balbi lança livro sobre Quissamã com noite de autógrafos
Um dos cartões postais mais bonitos de Quissamã foi palco do lançamento do Livro “Quissamã, a raiz de uma história”, uma iniciativa do Instituto Sete Capitães e do Grupo MPE, escrito pelo jornalista Aloysio Balbi. A noite de autógrafos aconteceu no último sábado (3), no Museu Casa Quissamã e contou com o apoio da Prefeitura de Quissamã.
Além do lançamento do mais novo livro que conta a história do desenvolvimento de Quissamã, a noite ainda foi abrilhantada pela apresentação dos alunos da oficina de violino do Centro Cultural Sobradinho, pelo Grupo de Fado e por voz e violão.
O autor do livro aproveitou a oportunidade para agradecer a presença dos amigos e da família. “Há muito tempo eu não reunia toda minha família assim. Agradeço imensamente aos meus amigos, a minha família, ao senhor Renato Abreu, a Quissamã e a todos que vieram prestigiar esse momento. Este com certeza foi o meu melhor aniversário”, revelou Balbi.
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Debate na ABI nesta quinta sobre cobertura de tiroteios
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Sexta-feira, Dezembro 02, 2011
Leia nota da Fenaj sobre a votação do diploma no Senado
Nota Oficial
A aprovação da PEC do Diploma no Senado é uma vitória dos jornalistas e da sociedade brasileira
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os Sindicatos de Jornalistas e os jornalistas brasileiros saúdam o Congresso Nacional pela votação, ocorrida no dia 30 de novembro, no Senado, da PEC 33/2009, que restabelece a obrigatoriedade da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.
A FENAJ identifica neste ato soberano do Senado brasileiro uma identidade indiscutível entre o parlamento nacional e a opinião pública do país, que reconhece a importância do jornalismo e da profissão de jornalista.
Em favor do fortalecimento da profissão, da qualidade do jornalismo e da democracia, a FENAJ agradece o esforço da Mesa do Senado em conduzir a votação, que foi fruto da disposição de partidos, do acordo de líderes e da mobilização de parlamentares.
A FENAJ destaca a iniciativa do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) em propor a emenda constitucional e distingue o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), por seu relatório que encaminhou para esta decisão histórica, e os líderes dos partidos que compreenderam a necessidade do restabelecimento da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional.
A FENAJ agradece, ainda, a Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Diploma, presidida pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e criada pela deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que aglutinou parlamentares -- deputados e senadores -- e constituiu o ambiente para esse desenlace altamente positivo para a qualidade do jornalismo no Brasil.
A FENAJ identifica na mobilização dos jornalistas e na condução dos seus sindicatos a força que derrotou a tentativa conservadora e obscurantista de acabar com a profissão organizada e regulamentada. Esta articulação garantiu a vitória no Senado assentando, de vez, o fazer jornalístico numa profissão validada pelas instituições de ensino superior.
A FENAJ destaca, ainda, a participação dos professores, estudantes e cursos de jornalismo que aderiram a este movimento e possibilitaram a retomada da obrigatoriedade da formação universitária, algo que consideramos, sem dúvida, irreversível.
É preciso manter a mobilização para a votação do segundo turno no Senado e a continuação do processo na Câmara dos Deputados. A FENAJ, portanto, convoca seus sindicatos, os jornalistas brasileiros, as centrais sindicais e sindicatos parceiros, os cursos de jornalismo e todos aqueles que acreditam no conhecimento como forma de qualificação profissional, para um último esforço de mobilização, de forma a garantir um jornalismo de qualidade, assentado na pluralidade, na verdade e na ética profissional.
Brasília, 1º de dezembro de 2011.
Diretoria da FENAJ
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Quarta-feira, Novembro 30, 2011
Senado aprova em primeiro turno diploma obrigatório para jornalistas
Da Agência Senado - 30/11/2011 - 18h37
Foi aprovada há pouco, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Houve 65 votos a favor e sete contrários à proposta.
A obrigatoriedade do diploma de jornalista foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2009, quando a maioria dos ministros entendeu que limitar o exercício da profissão aos graduados em jornalismo estaria em desacordo com a liberdade de expressão prevista no texto constitucional.
Se aprovada em segundo turno no Senado, a PEC 33/2009 seguirá para exame da Câmara dos Deputados.
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Terça-feira, Novembro 29, 2011
Bahia tem o primeiro Conselho de Comunicação do país
Eliane Costa / Do Portal Vermelho
O governo da Bahia deu, nesta sexta-feira (25/11), mais um importante passo em direção à garantia do direito à comunicação da população, ao realizar a eleição dos representantes da sociedade civil para o Conselho Estadual de Comunicação Social, o primeiro no Brasil. Foram eleitas 20 entidades, sendo 10 do segmento empresarial e 10 do movimento social, que tomarão posse no dia 12 de dezembro, juntamente com os sete indicados pelo governo do Estado.
Conselho Estadual de Comunicação da Bahia
A Comissão Eleitoral apurou os votos e anunciou os eleitos ao final do dia
“Hoje tivemos a eleição de um fórum que reúne todos para discutir políticas públicas de comunicação na Bahia. Nós fomos os primeiros a fazer uma Conferência Estadual e também somos os primeiros a criar o Conselho de Comunicação com este formato de fórum de debates. O nosso objetivo é favorecer que todos que trabalham na área, sejam jornalistas, radialistas ou empresários, possam contribuir para que esta atividade econômica possa gerar emprego e renda para o nosso povo”, comemorou o secretário de Comunicação da Bahia, Robinson Almeida.
Almeida ressaltou ainda que a filosofia da Secretaria de Comunicação é a mesma do governo, de participação popular e enfoque social. “Estamos tratando a área de comunicação com a mesma importância de outras, como cultura, ciência e tecnologia, saúde e educação. Como uma área que precisa da presença do Estado para produzir políticas de comunicação e o faz na forma de conferências, ouvindo a contribuição da sociedade, com um Conselho, onde os membros possam sugerir e opinar sobre os rumos da comunicação da Bahia”, disse.
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Quinta-feira, Novembro 24, 2011
Extra volta a usar quadrinhos para fazer jornalismo
Está causando boa repercussão o trabalho jornalístico publicado hoje, pelo Extra, que reconstitui, em forma de quadrinhos, a ocupação do Complexo do Alemão. O roteiro é do bravo João Paulo Arruda. Há uma versão em vídeo aqui.
Não é a primeira vez que o recurso é utilizado, o que já rendeu um prêmio ao jornalista. O urgente! fez registros sobre seus outros trabalhos aqui e aqui.
[Imagem: Reprodução]
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Terça-feira, Novembro 22, 2011
Assista Neve Negra, filme de Carlos Bisogno lançado no último sábado
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Segunda-feira, Novembro 21, 2011
Sexta-feira, Novembro 18, 2011
Aloysio Balbi lança livro sobre Quissamã
Uma viagem através da história do desenvolvimento de Quissamã desde o século XVII até os dias atuais. Essa será a sensação que terá quem ler o mais novo livro do jornalista Aloysio Balbi, denominado “Quissamã, a raiz de uma história”. O lançamento, com noite de autógrafos, vai acontecer no dia 3 de dezembro, a partir das 20h, em um dos cenários históricos mais nobres da cidade, o Museu Casa Quissamã.
O livro sobre o município fará parte de uma coletânea de obras que contam a história de cidades da região norte e noroeste fluminense, com uma realização do Instituto Sete Capitães e patrocínio do Grupo MPE. O lançamento de “Quissamã, a raiz de uma história” conta com o apoio da Prefeitura de Quissamã. Antes de Quissamã, o Instituto já lançou o volume do município de São Fidélis.
“Ao escrever sobre Quissamã, tentei mudar um pouco a paisagem convencional da cidade. A narrativa permeia mais pela senzala do que pela casa grande, buscando privilegiar o baobá, saindo das alamedas de palmeiras imperiais, mas preservando a nobreza local. O baobá é uma singularidade de Quissamã”, revelou o autor, Aloysio Balbi, informando ainda que é uma leitura rápida.
Em um dos trechos do livro, Balbi diz que “Quissamã conserva, sem ser uma sociedade conservadora (...)”. A obra com aproximadamente 100 páginas ressalta o desbravar das terras da cidade, a origem africana do nome, o surgimento do Engenho Central, as belezas naturais como Jurubatiba, o Canal Campos-Macaé e a Lagoa Feia, entre outras características. Vale destacar que a capa do livro é ilustrada com o exemplar do baobá (localizado no Museu), árvore sagrada na África e tida como símbolo dos descendentes quilombolas. O livro possui fotos dos fotógrafos Leonardo Vasconcellos e Wellington Cordeiro, além de imagens cedidas por Helianna Barcellos, curadora do Espaço Cultural José Carlos de Barcellos.
“O livro é mais uma forma de perpetuar a história do município, uma vez que foi escrito por uma pessoa de fora, com um olhar diferenciado a respeito do desenvolvimento de Quissamã. É um documento que traz a história de mais de 300 anos, todas as transformações registrandas desde o período de ocupação territorial com os sete capitães até os dias atuais”, destacou Haroldo Cunha Carneiro, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
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E quem irá dizer que não existe razão nos textos feitos com o coração
Um texto da esposa do ministro Carlos Lupi:
Caso Lupi: a outra versão da história
Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a Veja, O Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.
Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos 3 filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.
Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.
Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas a espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses.
Como é montado o circo? A revista pega duas pendências administrativas dessas, junta com as respostas da assessoria de imprensa do ministério dando a impressão de que são muito democráticos e que ouviram a outra parte, o que não é verdade, e paralelamente a isso pegam o depoimento de alguém que não tem nome ou sobrenome, mas diz que pagou propina a alguém da assessoria do ministro.
No dia seguinte toda a mídia nacional espalha e repercute a matéria em todos os noticiários, revistas e jornais. Nada fica provado. O acusador não tem que provar que pagou, mas você tem que provar que não recebeu. Curioso isso, não? O próprio texto da matéria isentava Lupi de qualquer responsabilidade. Ele sequer é citado pelo acusador. Mas a gente não lê os textos, só os títulos e a interpretação, que vêm do estereótipo “político é tudo safado mesmo”.
Dizem que quando as coisas estão ruins podem piorar. E é verdade. Na terça-feira Lupi se reúne na sede do PDT, seu partido político em Brasília para uma coletiva com a imprensa. E é literalmente metralhado não por perguntas, o que seria natural, mas por acusações. Nossa imprensa julga, condena e manda para o pelotão de fuzilamento.
E aí entra em cena a mais imprevisível das criaturas: o ser humano. Enquanto alguns acuados recuam, paralisam, Lupi faz parte de uma minoria que contra ataca. Explode, desafia. É indelicado com a Presidenta e com a população em geral. E solta a frase bomba, manchete do dia seguinte: “Só saio a bala”. O que as pessoas interpretaram como apego ao cargo era a defesa do seu nome. Era um recado com endereço certo e cujos destinatários voltaram com força total.
Era a declaração de uma guerra que ainda não deixou mortos, mas já contabiliza muitos feridos. Em casa, passado o momento de tensão, Lupi percebe o erro, os exageros e na quinta-feira na Comissão de Justiça do Congresso Nacional presta todos os esclarecimentos, apresenta os documentos que provam que o Ministério do Trabalho já havia tomado providências em relação às ONGs que estavam sendo denunciadas e aproveita a oportunidade para admitir que passou do tom e pede desculpas públicas a Presidenta e a população em geral.
A essa altura, a acusação de corrupto já não tinha mais sustentação. Era preciso montar outro escândalo e aí entra a gravação de uma resposta e uma fotografia. A resposta é aquela que é repetida em todos os telejornais. Onde o Lupi diz “não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Sr Adair. Fui apresentado a ele em alguns eventos públicos. Nunca andei em aeronave do Sr Adair”.
Pegam a frase e juntam a ela uma foto do Lupi descendo de uma aeronave com o seu Adair por perto. Pronto. Um novo escândalo está montado. Lupi agora não é mais corrupto, é mentiroso.
Em algum momento, em algum desses telejornais você ouviu a pergunta que foi feita ao Lupi e que originou aquela resposta? Com certeza não. Se alguém pergunta se você conhece o Seu José, porteiro do seu prédio? Você provavelmente responde: claro, conheço. Agora, se alguém pergunta: que tipo de relacionamento você tem com o Seu José? O que você responde? Nenhum, simplesmente conheço de vista.
Foi essa a pergunta que não é mostrada: que tipo de relacionamento o Sr tem com o Sr Adair? Uma pergunta bem capciosa. Enquanto isso, o próprio Sr Adair garante que a aeronave não era dele, que ele não pagou pela aeronave e que ele simplesmente indicou.
Quando comecei na profissão como estagiária na Tribuna da Imprensa, ouvi de um chefe de reportagem uma frase que nunca esqueci: “Enquanto você não ouvir todos os envolvidos e tiver todas as versões do fato, a matéria não sai. O leitor tem o direito de ler todas as versões de uma história e escolher a dele. Imprensa não julga, informa. Quem julga é o leitor”.
Quero deixar claro que isso não é um discurso para colocar o Lupi como vítima. O Lupi não é vítima de nada. É um adulto plenamente consciente do seu papel nessa história. Ele sabe que é simplesmente o alvo menor que precisa ser abatido para que seja atingido um alvo maior. É briga de cachorro grande.
Tentaram atingir o seu nome como corrupto, mas não conseguiram. Agora é mentiroso, mas também não estão conseguindo, e tenho até medo de imaginar o que vem na sequência.
Para terminar queria deixar alguns recados:
Para os amigos que nos acompanham ou simplesmente conhecidos que observam de longe a maneira como vivemos e educamos os nossos filhos eu queria dizer que podem continuar nos procurando para prestar solidariedade e que serão bem recebidos. Aos que preferem esperar a poeira baixar ou não tocar no assunto, também agradeço. E não fiquem constrangidos se em algum momento acompanhando o noticiário tenham duvidado do Lupi. A coisa é tão bem montada que até a gente começa a duvidar de nós mesmos. Quem passou por tortura psicológica sabe o que é isso. É preciso ser muito forte e coerente com as suas convicções para continuar nessa luta.
Para os companheiros de partido, Senadores, Deputados, Vereadores, lideranças, militantes que nos últimos 30 anos testemunharam o trabalho incansável de um “maluco” que viajava o Brasil inteiro em fins de semana e feriados, filiando gente nova, fazendo reuniões intermináveis, celebrando e cumprindo acordos, respeitado até pelos adversários como um homem de palavra, que manteve o PDT vivo e dentro do cenário nacional como um dos mais importantes partidos políticos da atualidade. Eu peço só uma coisa: justiça.
Aos colegas jornalistas que estão fazendo o seu trabalho, aos que estão aborrecidos com esse cara que parece arrogante e fica desafiando todo mundo, aos que só seguem orientação da editoria sem questionamento, aos que observam e questionam, não importa. A todos vocês eu queria deixar um pensamento: reflexão. Qual é o nosso papel na sociedade?
E a você Lupi, companheiro de uma vida, quero te dizer, como representante desse pequeno nucleozinho que é a nossa família, que nós estamos cansados, indignados e tristes, mas unidos como sempre estivemos. Pode continuar lutando enquanto precisar, não para manter cargo, pois isso é pequeno, mas para manter limpo o seu nome construído em 30 anos de vida pública.
E quando estiver muito cansado dessa guerra vai repousar no seu refúgio que não é uma mansão em Angra dos Reis, nem uma fazenda em Goiás, sequer uma casa em Búzios, e sim um pequeno sítio em Magé. Que corrupto é esse? Que País é esse?
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Quinta-feira, Novembro 17, 2011
Neve Negra no Sesi neste sábado
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Terça-feira, Novembro 15, 2011
Dois anos sem Monitor Campista
Há dois anos morria o Monitor Campista. Para marcar esta passagem, reproduzo acima matéria do colega Ronan Tardin na Inter TV na época do fechamento; abaixo, post que publiquei no blog da campanha Viva Monitor em 15 de novembro do ano passado, quando o fim do jornal completou um ano; e, mais abaixo ainda, um bloco da Mercearia Campista, em novembro de 2009, que abordou o assassinato da publicação. Aqui há muitos outros artigos, crônicas e fotos com lembranças sobre a redação e o jornal.
O que a morte do Monitor diz sobre nós
Vitor Menezes
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Penso em coisas assim quando lembro que não foi possível levantar parcos R$ 250 mil junto a pessoas físicas e jurídicas de Campos para comprar a marca Monitor Campista para mantê-la viva, pronta para completar 176 anos no dia 4 de janeiro de 2011, desta vez sob a guarda de uma instituição que fosse gestada pela sociedade, uma Fundação ou algo do gênero, como propôs o Movimento Viva Monitor. E, por não dispormos desta ninharia na cidade do orçamento bilionário, pela falta do equivalente a menos de 1/3 do que custou a mega tenda da Bienal (R$ 820 mil), apenas para ficarmos em um exemplo recente de opulência, o terceiro jornal mais antigo do País morreu.
Teve empresário líder de entidade classista que chorou na manifestação contra o fechamento do jornal e depois não foi capaz de mobilizar nem a si mesmo para fazer uma doação, muito menos os seus colegas. Teve comerciante tido como próspero que teve a cara-de-pau de doar tão pouco que, envergonhado, pediu para tirar seu nome da lista de doadores (onde, transparentemente, figurava como qualquer um). Teve colunista social que desdenhou da mobilização, justamente por ser uma mobilização, coisa de empregados do jornal, portanto algo natimorto. Teve blogueiro tido como entusiasta dos movimentos coletivos que desconfiou tanto, mas tanto, que não foi capaz de ultrapassar a inércia da sua desconfiança.
Certa vez conheci uma cidade no Rio Grande do Sul que tem como principal monumento, em sua mais charmosa praça, uma estátua em homenagem ao cooperativismo. Trata-se de Nova Petrópolis, que se orgulha de ter a mais antiga cooperativa de crédito do Brasil e tem até um roteiro sobre o tema para turistas.
Lembrei dela quando ouvi, na Bienal encerrada ontem, a pesquisadora Dilcéa de Araújo Smiderle, que lançou “O Multiforme Desafio do Setor Sucroalcooleiro de Campos dos Goytacazes”, afirmar que Campos não consegue aproveitar o boom do etanol no mundo, entre outras razões, por serem os campistas muito desconfiados uns dos outros. Seu argumento é o seguinte: como o agronegócio requer grandes investimentos e grandes áreas, e como as propriedades locais foram, ao longo de séculos, repartidas por muitos herdeiros, elas se tornaram pequenas e a única forma de torná-las “grandes” seria por meio do associativismo (para, por exemplo, viabilizar a irrigação), o que não ocorre. Nem mesmo para salvar a lavoura.
Um ano após a morte do Monitor, percebo que este até se mostra um assunto indesejado. Uma vergonha que queremos ocultar. Como os habitantes de Dogville, o que nos resta é compartilhar em silêncio mais esta culpa que nos amesquinha e nos torna tão unidos em nossa vilania. Algo que só os nossos olhares cada vez menos altivos revelam. Mas no íntimo sabemos: deixamos o Monitor morrer, para o gáudio dos seus assassinos diretos. Somos cúmplices em mais este caso de homicídio. E, portanto, somos cada vez mais campistas.
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Terça-feira, Novembro 08, 2011
Mais uma vez, Campos é lembrada como anti-exemplo sobre royalties
Matéria da repórter Cecília Ritto, na Veja, mostra que estados e municípios recebedores de royalties têm, em geral, aplicado mal os recursos. Campos dos Goytacazes, mais uma vez, é lembrada como cidade "emblemática" no quesito má utilização.
"O caso de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, é emblemático nesse sentido. E o exemplo não é dos melhores. Como produtor de petróleo, Campos recebeu 10 bilhões de reais nos últimos dez anos. Os recursos são, em tese, uma compensação pelos impactos causados pela exploração do petróleo, uma indústria com grandes implicações ambientais. Tanto dinheiro, no entanto, não serviu para resolver questões básicas da cidade, e o município até hoje tem abastecimento de água precário e não tem cobertura ou tratamento completos de esgoto. Na habitação, o cronograma de obras está atrasado e algumas construções estão paralisadas. Na área da saúde, o número de profissionais é insuficiente. A pesquisa "Pobres Cidades Ricas", coordenada pelo professor Cláudio Paiva, do departamento de economia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), mostra que dobrou a verba para a saúde, sem que com isso aumentasse o acesso da população ao serviço", afirma a matéria.
[Leia a íntegra aqui]
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Sábado, Novembro 05, 2011
Crônica de jornalista campista sai em livro do Botafogo
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O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, com o jornalista
Wesley Machado - Foto: Fabiano Gomes / Dueto Produções
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A obra é resultado do 2º Concurso “Crônicas Alvinegras”, que teve a participação de mais de 200 cronistas de todo o Brasil. O jornalista campista foi um dos sete vencedores.
Wesley Machado terá publicada na obra, editada pela Livros Ilimitados, a crônica"O Palito de Churrasco". O texto conta a história real de uma"macumba" feita por um torcedor num jogo de master entre Botafogo e Flamengo, no estádio do Goytacaz, em Campos.
A publicação estará disponível para venda aqui. A crônica do jornalista pode ser lida aqui.
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Sexta-feira, Novembro 04, 2011
Carta aberta à prefeita Rosinha Garotinho sobre o movimento de emancipação da Baixada Campista
Ilma prefeita Rosinha Garotinho,
Como cidadão que ainda se considera e se orgulha de ser campista, quero solicitar que seu governo não incorra no erro de menosprezar a retomada recente de um movimento emancipacionista na Baixada Campista. Se merecer vossa atenção, gostaria que acompanhasse abaixo os motivos deste apelo.
Como tendo a olhar a realidade mais com lentes culturalistas do que econômicas, considero altamente sintomáticos estes movimentos que buscam dividir Campos dos Goytacazes. Não creio que a questão se resuma aos royalties do petróleo. É preciso muito mais que uma motivação financeira para que se cogite e se lute por algo dessa magnitude.
Interesses localizados de políticos que vêem na causa da emancipação palanques para as suas carreiras também não são suficientes para explicar a recorrência destas teses, seja em Guarus ou na Baixada Campista. Movimentos políticos só vingam onde há sustentação cultural e histórica.
Minha hipótese é a de que Campos, há muito tempo, se descuidou da gestão do seu valor intangível, do seu patrimônio imaterial — algo que empresas e cidades mais zelosas com seus ícones e manifestações culturais consideram estratégico.
Isso se verifica, por exemplo, por meio da naturalidade com que já se estabelece a oposição “nós” versus “eles” nas argumentações em defesa da emancipação da Baixada, sendo estes últimos os “campistas” e os primeiros os pertencentes a uma nova cidadania, ainda em busca de afirmação, mas conscientemente nova.
Uma cidade é grande se ela se pensa grande. Do contrário, o excesso de habitantes e de tamanho, ao contrário de ensejar fortalecimento e orgulho, enseja divisão e luta fratricida pela repartição do espólio. É preciso evitar que Campos, ao contrário de querer ser uma nova Campinas, se mostre mais inclinada a ser mais um pequeno município em uma região densamente povoada, uma espécie de novo Triângulo Mineiro, onde os municípios são eclipsados pelo pertencimento regional (o que tem as suas vantagens, diga-se, se esta região for de fato integrada, mas a questão e a realidade aqui são outras).
Se todo campista, onde quer que resida, não encontrar mais relevância em se sentir campista, estará criado o ambiente propício para que as teses emancipacionistas tenham sucesso. E isso, mantida esta condição, virá. É só uma questão de tempo.
Faz tempo que a Baixada Campista, paradoxalmente, tem motivos reais ou imaginados para não se sentir campista. Além da ausência dos aspectos mais visíveis da presença do poder público, com serviços e obras, há o desprezo pela importância histórica da Baixada, local onde a cidade nasceu e que nem mesmo abriga um mísero marco, museu ou monumento que valorize e reforce este vínculo.
Talvez estejamos diante de um caso raro onde o local originário da cidade tenha resolvido se separar da cidade que criou. É preciso muito desprezo pela cultura e pela história para que algo assim aconteça.
A rigor, como a questão não é meramente geográfica, moradores de quaisquer outros bairros ou distritos também podem perder o vínculo simbólico com a cidade, se esta ideia não for permanentemente alimentada.
E tantos têm sido os ataques ao pertencimento campista, tantos têm sido os motivos para se envergonhar do fato de aqui ter nascido, que não é difícil esbarrar, entre os jovens, no discurso que registra o desejo de sair da cidade; e, entre os mais velhos, o de que a cidade seria inevitavelmente condenada ao marasmo, à corrupção e à perpetuação de injustiças históricas.
Como não parecer altamente legítimo qualquer movimento emancipacionista em um cenário como este? Há os que buscam se emancipar por meio da emancipação dos territórios aonde vivem; outros, mais individualistas, emancipam-se a si mesmos apenas deixando a cidade. Em todos os casos a premissa é o laço rompido.
Ainda é possível mudar
Mas, ilustre prefeita, este não é um processo irreversível. Incrivelmente, apesar de tantas forças em contrário, ainda há muito lastro histórico presente na memória coletiva. E é possível mobilizá-lo para voltar a fortalecer o sentimento de pertencimento campista. Para tanto, o atual e os próximos governos da cidade precisam ter a grandeza de cultivar ícones duradouros, e não apenas que os marquem eleitoralmente.
Se a Baixada Campista tivesse casarões preservados e transformados em centros culturais — como Quissamã —, projetos de promoção da cultura popular, roteiros turísticos, conteúdos nas disciplinas escolares que contassem o modo como a história de Campos está a ela vinculada, marketing institucional de valorização dos seus ícones, além da presença massiva das políticas públicas nas demais áreas, será que alguém estaria agora pensando em emancipação?
Se tudo o que foi gasto com shows em trios elétricos no Farol de São Thomé, numa frágil política de entretenimento que não estabelece laços profundos, fosse investido em cultura, a realidade hoje poderia ser muito diferente — ou até mesmo, dada a fartura de recursos, as duas coisas poderiam caminhar juntas, sem prejuízo de uma ou de outra.
Mas tudo isso ainda pode ser feito. E o poder público tem a obrigação de ser o indutor destas ações, embora setores privados também pudessem, em muito, contribuir. E é preciso que se comece imediatamente, caso haja interesse em manter Campos com o seu território atual, especialmente em razão das avassaladoras mudanças econômicas que, se não forem acompanhadas por políticas culturais, transformará a Baixada em mais uma periferia industrial.
Ainda que óbvio, sempre é preciso lembrar que os limites geográficos não são definidos pela natureza, são resultados de uma construção cultural e de uma disputa política. Se ninguém lutar por Campos, se os campistas continuarem a desistir da cidade e seus governantes, impunemente, por ela demonstrarem desprezo, de fato deixará de fazer sentido a sua existência.
Como, naturalmente, não posso esperar que seja intenção de vossa excelência o extermínio dos elos que nos conservam campistas, clamo pela atenção às questões levantadas nesta carta.
Sem mais, me despeço respeitosamente,
Vitor Luiz Menezes Gomes
Cidadão campista
Postado por
Vitor Menezes
às
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